In Turismo

Bom dia, meus viajantes! Tudo firme com vocês?

Já estão carecas de saber que todo sábado marco presença aqui no Blog da Dudi, né? Então, não se esqueçam! Todo final de semana terão que aguentar minha cara e minhas matérias por aqui. Caso não queiram, existe um x (xiiiiis) bem do lado direito da sua telinha.

Espera aí!? Sei que o tema de hoje não é muito atraente, nem dá vontade de ler o danado do post. Mas, peraí! Fica aqui comigo!? Tenho certeza que nosso bate papo de hoje será bem útil. Sentem-se, pegue um pão de queijo, uma xícara de café e bora lá.

Pois bem, alguém aí já foi no Chile? Ou só fizeram uma conexão no  Aeroporto Internacional Arturo Merino Benitez ?

Santigo é uma cidade “ponte” para diversos lugares do mundo, ou seja, se você for viajar para o México, Austrália ou Patagônia, por exemplo, existe probabilidade de fazer uma conexão em Santiago.

Quando voltei da Cidade do México, fiquei nada mais e nada menos que 18 horas em Santiago esperando meu voo para o Brasil. Isso mesmo, produção! Quem inventou essa conexão foi o Demo. Tenho quase certeza disso!

Vamos imaginar uma cena de dor e sofrimento? Então bora.

Fiquei quase 01 mês na Cidade do México andando feito uma mula manca. Os ossos dos meus pés já estavam desgastados, meus dedos já estavam parecendo de bailarino. E a pobreza? Já tinha estourado todos os cartões existentes na minha carteira. Sim! Levei uma boa grana para o México, mas torrei tudo. Dinheiro vivo? Nem de brincadeira. Estava desnutrido, capenga e xoxo.  Ou seja, sem condições para esbanjar em território chileno.

Gente, eu comprei um voo decente. A conexão existia, porém breve. A agência de turismo que fez a troca do meu voo de volta sem fazer questionamentos. Aliás, me ligaram falando que teve uma alteração na reserva, e a única vaga que tinha era naquele avião. Tive que engolir seco e encarar, né?

Antes de descer no Chile, já estava sabendo que as próximas horas seriam aterrorizantes, mas resolvi tomar uma dose de otimismo. Desci do avião animadíssimo, me sentindo um artista de Hollywood. Confesso que a alegria foi breve, muito breve aliás. Quando passei pela imigração e olhei para fora, deu vontade cair duro no chão (pelo menos ganhei mais um carimbinho no meu passaporte).

Sabe aquele aeroporto que fica no meio do nada? É o Arturo Merino Benitez.

Fiquei tão desiludido, arrastando minha mala numa depressão profunda. Logo, peguei meu celular e chamei um Uber. Se passaram 50 minutos e eu ainda estava plantado na porta do desembarque. Eles aceitavam a corrida, o aplicativo mostrava que eles tinham chegado no aeroporto, mas não conseguia ver o carro. Se passou uma hora e continuava ali, firme. Quem me conhece sabe que não sou estressado, mas comecei a querer dar voadora pra todo lado. Eu pedia informação em inglês e o povo não sabia responder, eu tentava falar espanhol, o povo também não entendia nada, ou seja, eu estava ferrado naquele lugar. Foi subindo um calor na minha cara, fui tirando o cachecol, a blusa de frio, a touca. Tava a ponto de dar uma pirueta nervosa.

Depois de muito custo consegui embarcar no Uber. O cansaço estava tão grande que fui dormindo até chegar no centro da cidade. Considero o caminho como uma viagem, pois são 25 km de distância entre o aero – centro. Desci do carro e fui passear. Andei um pouquinho e me deu uma sede tremenda, logo precisava achar um lugar que passasse cartão, pois dinheiro vivo não tinha nem um centarro, nem 0,25 centarro. Sei que exagerei quando falei que tinha explodido todos os limites existentes, mas era mentira. Às vezes eu minto pra chamar a atenção rsrs.  Ainda tinha um “dinheirin” no crédito.

Andei feito um cão para achar um shopping. Comprei um café expresso e quase fiquei doido com o preço do dito cujo: 1.700 pesos (R$ 10). O dinheiro do Chile é esquisito demais. Você precisa dar tanto dinheiro pra comprar uma água, uma bala, que dá uma preguiça lascada.

Passei o dia inteiro em Santiago, e, o pior de tudo, com uma mala em mãos. Andei, andei, andei, e cansei. Estava só o pó da gaita. Peguei minha malinha e vazei para o aeroporto novamente. Voltei dormindo de babar no Uber. Cheguei uma arara por lá. Dormi, acordei, escovei os dentes, troquei de roupa, dormi novamente, jantei, dormi, acordei, e ainda faltam 03 horas para o avião sair. Já estava sem lugar, com coceira, uma vontade danada de chegar no Rio e tomar um banho digno. O “subaco” já estava azedando e a roupa cheirando a bode.

O Aeroporto é grandão, muitos restaurantes e lojinhas. Parece um shopping. Até esquecia que estava confinado ali. Fui no Duty Free mais de 500 vezes para passar perfume, afinal, precisava chegar no Rio cheirosinho, pois o contatinho estava me esperando no desembarque. (BRINCS) KKKK.

Para ser sincero, se sua conexão for muito longa, vale a pena ir para o centro de Santiago. A cidade é chique, organizada, linda. Adorei passear por lá. O povo chileno foi muito gentil e paciente todas as vezes que tive alguma dúvida ou pedi informações. Tome um vinho, almoce com calma. Não façam baile quando estiverem em conexão. Não adianta querer abraçar o mundo em 18 horas. Não se afobem.

Já adianto que fica muito corrido ir para o centro da cidade se sua conexão for breve (de 03 a 06 horas, por exemplo). Não indico ficar arriscando. Sou Vida Loka, mas nem tanto. Perder vôo é dor de cabeça.

E aí, como ir para o Centro de Santiago?

Táxi

Quase dei uma voadora nos taxistas que estavam no desembarque. Povo chato do cão. Eles ficam em cima, quase implorando para fechar a corrida com eles. Já não ando de táxi, e quando enchem o meu saco, aí que não ando MESMO. A corrida do aero para o centro custa em média 19.000 pesos chilenos. 1 Real = $ 169 Pesos chilenos. Façam a conta aí!? Não sei e nem  nasci para matemáticas.

Ônibus

É uma das opções mais baratas. Com 1.800 pesos chilenos você chega no centro da cidade. Existem diversos horários de partidas. Muita gente acha desconfortável ir de ônibus, pois na maioria das vezes é lotado. Eu acho uma belezinha. Aqui não tem frescura CHÊCHÊNIA.

Uber

É um meio confortável, mas a dor de cabeça é imensa para achar o danado do Uber. Eles marcam ponto de encontro, desmarcam, marcam novamente. Não indico. Fiquei parecendo um Pinscher  (50% raiva, 50% tremedeira). O Uber não é legalizado no Chile, por isso o rolo é garantido. Vão de ônibus, vão de táxi, mas evitem pedir Uber no aeroporto. Não lembro o preço que paguei na corrida, mas lembro que não foi tão barato quanto o ônibus.

Vão fazer uma longa conexão em Santiago?

Indico conhecer a cidade. Mas, por favor, levem dinheiro para não passar apuro.

Só de contar essa história para vocês, fiquei cansadíssimo.

Dúvidas ou críticas?

Mandem um zap zap pra mim!

Abraço forte e “bão”!

FUIIIIIIIIIIIIIIIIII

 

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