In Turismo

Oiiiiiiiii, meus viajantes!

Tudo tim tim?

Ufa! Que semana corrida, hein? Minhas aulas na faculdade recomeçaram, voltei a trabalhar! Pensem em uma rotina Hard, mas está ótimo, afinal, mar calmo nunca formou um bom marinheiro. A vida não é só viajar, né?  Então, vamos que vamos.

Fico tão ansioso para chegar sábado e compartilhar minhas experiências com vocês. A Dudi e eu estamos imensamente satisfeitos com a repercussão dos posts, os comentários, o número extraordinário de views.  A opinião de cada um é muito importante para o desenvolvimento de um trabalho divertido, prazeroso e, claro, ficar cada vez mais pertinho de vocês. Mandem idéias, fotos, sugestões de matérias, críticas, relatos pessoais. Vou amar ler tudinho.

Confesso que a experiência que vou compartilhar hoje não é muito agradável e com o final feliz; foi um grande aprendizado. Conto a história e fico rindo, mas é de puro nervoso.

Um belo dia recebi a proposta de passar uma temporada estudando nos Estados Unidos. Fiquei tão emocionado, andava de um lado ao outro dentro de casa, procurava passagem de um lado, cotava seguro viagem de outro, uma tremenda confusão. Meu destino fixo seria Houston, onde moraria e estudaria. Minha idéia inicial seria passar alguns dias em New Jersey, New York e Orlando. Sonhava em ver o danado do Mickey. Minha ida só dependia da aprovação do meu visto americano (o grande causador da minha insônia).

Com todo o trajeto montado, estava tudo muito alinhado. Nunca tinha organizado uma viagem tão bem.  Diante de inúmeras pesquisas, achei uma passagem com um preço supimpa. Tive a certeza que decolaria para os EUA. Coloquei todos os meus dados do cartão de crédito no site da companhia aérea, escolhi meu assento, horário de saída, até que me deu um clique, uma voz do além dizia para não emitir a passagem, não àquela hora. Ok! Ouvi, consenti e levei um verdadeiro balde de água fria nas costas, na cara, no lombo, no corpo todo.

Se liguem na história do pai aqui…..

Ter o visto negado é a mesma coisa que levar um tapa ou um soco na cara (preferiria ter levado um tapinha. Juro!). Só quem já teve acesso negado para viajar aos Estados Unidos sabe o que estou falando, sofrendo, remoendo. Quando penso que gastei mundos e fundos, fico louco dentro da roupa. Comprei minha passagem Uberlândia/ Rio de Janeiro e fui na esperança divina. Minha aventura começou aí.

Separei toda a documentação necessária. Levei mais coisas do que o necessário, estava parecendo advogado com uma pastinha lotada de documentos embaixo do braço. Estava todo metido na fila do consulado americano, crente que ia para os States, morar em Houston, ver o Mickey, comprar Iphone, comer bacon no café da manhã, ir a festas badaladas iguais às do filme American Pie.

Para obter o visto americano é burocrático. Minhas entrevistas foram divididas em dois dias.  No primeiro dia entreguei toda a documentação necessária (vou deixar uma listinha para vocês com tudo que precisa para tirar a “inhaca”) no Consulado Geral dos Estados Unidos da América, localizado na famosa Av. Presidente Wilson, 232 – Centro, Rio de Janeiro. No segundo dia, foi a danada da entrevista real oficial (o fiasco). Sentia-me cada vez mais próximo dos States. Danei a conversar com os meus amigos só em inglês (estava só treinando). Coitado dos meus amigos! Só eles sabem a canseira que dou para eles. Amo todos!

Desci do Uber feliz da vida, entrei na fila para entrar no consulado. Parecia que estava entrando para a forca, até no detector de metal fui obrigado a passar. Chama um aqui, outro ali, quando, de repente, a equipe me posicionou em uma fila. Tinha chegado a hora. Fiz uma reunião de todos os santos mentalmente, fiz voto de castidade, não sabia se olhava para a imensa foto do Barack Obama, que estava posicionada em cima dos entrevistadores, ou acudia meu coração que estava saindo pela boca.

Next please….

Next please…

Em português : “ Próximo, por favor!”.

Estavam me chamando!

Obs: A entrevista é feita em português. Quem optar por falar em inglês é totalmente aceitável. Falei tudo em português, estava fora de mim, não ia lembrar nem The book is on the table, cat, dog or yellow.

O coração pulsava a 200 por hora, a boca seca, imaginava chegando aos EUA. Pergunta vai, pergunta vem, caí em contradição em algumas informações que marquei no formulário online (o primeiro passo para obter o visto americano é preencher o formulário DS-160, disponível no site https://ceac.state.gov/genniv/.) com as alegadas para o entrevistador.

Pensei : “ P-U-T-Z”!

A pressão estava 280×174.

GAME OVER!

Estou com trauma até hoje. Tremo só de passar na porta do Consulado. Quando o entrevistador disse que meu visto tinha sido negado, perdi até o rumo. Juntei 2 kg de documento para nada. Adeus States, adeus sonhos. Vida cruel. Prometi pra mim mesmo que daria a volta ao mundo antes de conhecer Estados Unidos. Pronto!  Querem saber como eu estava dentro do Uber? Xingando o Obama, o entrevistador, xinguei o Rio de Janeiro, sobrou até para minha tia que estava me acompanhando no dia. Coitada!  #Revoltado

Aprendam a lição para não cometerem o mesmo erro…

Cometi algumas gafes na entrevista, dei bola fora. Shit! Depois que saí do Consulado, fiz as contas do prejuízo, “perdi” aproximadamente R$800, incluindo o valor do visto e a passagem aérea de Minas Gerais para o Rio de Janeiro.

Abaixo, alguns dos motivos por terem negado meu acesso aos Estados Unidos

  1. Aleguei que passaria férias na Disneylândia, pensei que seria mais fácil em conseguir o visto dizendo que iria ver o Mickey. Disse que viajaria sozinho. Agora penso… O que um jovem de 18 anos (na época), sem nenhum vínculo com o Brasil, faria sozinho na Disneylândia? Posso estar equivocado em pensar assim, mas, se talvez tivesse dito que iria com alguma excursão, acho que teria maiores chances de aprovação do visto;
  1. No dia que preenchi o requerimento do visto online, coloquei as profissões atuais que meus pais desempenham, porém, na minha certidão de nascimento estavam outras profissões, pois mudaram de trabalhos e hobby no decorrer dos anos. Infelizmente, o entrevistador perguntou a profissão do meu pai e depois da minha mãe, ou seja, caí em contradição uma vez.
  1. Quando estava na fila, rezei o tempo todo pra não cair no box de um entrevistador que estava mal-,humorado. Dito e feito. Fui encaminhado ao box dele;
  1. No dia em que fui tirar meu visto, ocorreu um problema interno nos Estados Unidos, e conseqüentemente, a maioria dos vistos estavam sendo negados aos brasileiros;
  1. Não ter vínculo com o Brasil. Sou estudante, não tenho nada no meu nome;
  1. Aparentar estar ansioso e inquieto com toda aquela situação.
  1. Faltar confiança nas respostas.
  1. Primeira viagem ao exterior. Meu passaporte ainda era branquinho!
  1. Não trabalhar. Na época era 100% paitrocinado.

Com esses erros, aprendi que :

  • Não delongues as respostas. Seja objetivo;
  • Esteja sempre atento às informações que respondeu no formulário online e na entrevista presencial;
  • Não olhe para os entrevistadores e não tente ver quem está de bem ou mau humor, pois, se torcer para não cair em um determinado box, é lá que cairá;
  • Fique tranquilo. Caso seja negado, fique calmo, não xingue o rapaz do Uber. Foi só uma viagem perdida, dinheiro rasgado. Coisa boba! Nada demais!
  • Contrate um profissional para preencher o formulário para você. Além de ser todo em inglês, tem centenas de perguntas do tipo: “Quantos dias vai ficar nos Estados Unidos?“, “Quais os endereços de hospedagem”, “Quem vai pagar sua viagem?”…
  • Exerça a autoconfiança, sempre.
  • Nem tudo são flores.
  • Levar muitos documentos não adianta em nada, quando é pra ser negado, será negado. (Levei até atestado de óbito da minha tataravó.) Leve o necessário.

Agora vocês estão pensando aí, né? Morrendo de pena do Jr Matias. Fiquei abatido dois dias e já arrumei outro destino. Embarquei para Londres meses depois. Foi a viagem mais linda que já fiz até hoje na vida. Foram tantas descobertas, coisas maravilhosas aconteceram. Já ouviram aquele ditado? “ Há certos males que vêm para o bem”? Não fui para os Estados Unidos, mas, conheci a Inglaterra.

Chupa Barack Obama (presidente da época), chupa!

Vou conhecer o mundo, depois passo por aí!

Ainda estou criando coragem para tentar outra vez!

Querem ver histórias de outras pessoas que tiveram o visto negado? Cliquem nos links abaixo!

https://www.youtube.com/watch?v=AXXBLf3ApSM

https://www.youtube.com/watch?v=ZLSeTo-F8NM

Estou tentando superar!

Um abraço beeeeem forte e “bão”!

 

 

Comments

comments

Recommended Posts
Fale comigo

Envie sua mensagem que retornarei o quanto antes!

Not readable? Change text.

Start typing and press Enter to search