In Turismo

Olááá, meus viajantes!

Tudo firme com vocês? Como foi a semana?

 SIM! Sei que hoje é sabadão, dia de curtir um solzinho com a família, aquele churrasquinho entre amigos, cineminha com o crush, comer algodão doce na praça, mas, vem cá, hoje também é dia de ler as matérias que escrevo, aqui, no Blog da Dudi. Nada de preguiça, hein? Todo sábado estarei aqui com vocês, dando as melhores dicas possíveis, e, também, contando todas as minhas peripécias (quase todas, né!? Tem criança lendo). Anotem aí na agendinha de vocês! Todo sábado o encontro não é com a Fátima, mas é comigo, Jr Matias.

Chega de lenga lenga e vamos ao que interessa. Simborâ!

Depois que cheguei de viagem, muitas pessoas vieram me perguntar como são os mexicanos. Antes de embarcar, tinha pesquisado algumas matérias a respeito, mas, sinceramente, não tinha chegado a nenhuma conclusão. Afinal, isso é uma questão de opinião. O que é legal e divertido para mim, talvez não seja para vocês.  Quem acompanhou meus posts diários no Instagram, sabem que virei fã número 1 do povo logo de cara.

Sabem  aquele povo feliz com a vida? Foi essa a energia que me passaram de imediato. É claro que tem um ou outro rabugento, de cara amarrada, mas isso a gente releva, finge que nem está vendo. Foi o caso de uma atendente de uma loja de conveniência 7 eleven (a qual íamos toda hora e diariamente), nos tratava igual um cão sem dono. Era tão amarga que apelidamos a coitada. O apelido fica em segredo.

Meus viajantes, confesso que me emocionei diversas vezes ao longo da viagem. Acho tão bonito e importante o quanto as pessoas batalham por uma vida melhor. Em um longo período dentro do Metrô da Cidade do México, pude notar o cansaço das pessoas, a pele maltratada, os cabelos embaçados, e as fortes rugas de expressão. É gente humilde, que vontade de chorar!  Amo ter a experiência de conviver com a rotina das pessoas simples, da labuta, do suor cansado. Sinto verdade. É preciso de tão pouco para agradar.  Procurei durante dias uma música que representasse o meu povo mexicano, então, encontrei a belíssima melodia Gente Humilde – Chico Buarque.  A partir de agora algumas  legendas das fotos serão com trechos da música. A canção diz por mim.

“São casas simples com cadeiras na calçada E na fachada escrito em cima que é um lar Pela varanda, flores tristes e baldias Como a alegria que não tem onde encostar.” Chico Buarque

Em quase todas as lojas que entrei (menos a bendita conveniência), fui muito bem atendido. Um quesito que chamou minha atenção foi a cordialidade dos mexicanos. Eles buscam nos ajudar dentro dos estabelecimentos, alguns expressam opiniões sobre o item que estamos comprando, sinceramente, amei os mexicanos.

“E aí me dá como uma inveja dessa gente Que vai em frente sem nem ter com quem contar.” Chico Buarque

Um pequeno problema que tive foi a comunicação. Entendo quase que perfeitamente o espanhol, porém, para falar é a negação. Sabe quando a gente mistura as bolas? Não sabia se estava falando português, se era espanhol, ou portunhol, então, mandava um inglês. Pronto! Aberração! A pior comunicação já vista no mundo. A maioria dos mexicanos não entende inglês.  Uma dica valiosa… Quando isso acontecer, faça mímicas, sempre tem alguém que entende. Garanto! É vergonhoso!? É! Mas quem não tem  cão, caça com gato.

“E aí me dá uma tristeza no meu peito Feito um despeito de eu não ter como lutar E eu que não creio, peço a Deus por minha gente É gente humilde, que vontade de chorar.”

Uma coisa que amava era entrar no metrô e ver as atrações que eles faziam para ganhar grana. Era cada uma que parecia duas. Vendiam balas de mel, apito, spinner, gel de maconha (isso mesmo, produção!), touca, lâmpadas. Tinha uns que cantavam, tocavam, metiam a cabeça em caco de vidro (acreditem!). Divertidíssimo. Ri demais!

“Tem certos dias em que eu penso em minha gente E sinto assim todo o meu peito se apertar Porque parece que acontece de repente Como um desejo de eu viver sem me notar”.

Existem grupos de idosos que vão às ruas para dançar, aproveitam e ganham um dinheirinho. É muito divertido. Eu só não dancei porque estava sem par. Minha vontade era “rasgar” o salão e mostrar o porquê tinha ido naquele México. Fala sério! Prometi para mim mesmo que dá próxima vez terei um par.

A simplicidade e o cansaço no olhar de cada um.

Quem me conhece sabe que sou o mestre em fazer amizade com o povo. Fico intimo rapidinho. E, é claro, amigo tem que dar desconto. Entrava nas lojas, jogava o charme, e logo em seguida pedia um descontinho ali, outro aqui. E se eu contar que levei vários não? Os coleguinhas mexicanos não têm o costume de dar uma abaixadinha no preço, igual aqui no Brasil.

Vocês também adoram uma muvuca no centro da cidade? Eu amava comprar muambas.

Humilharam-me várias vezes dentro dos estabelecimentos. Eu não sei qual a regra, mas não gostam muito que tirem fotos nos lugares, principalmente em lojas.  Várias vezes fui “bater” uma chapa e vieram feito um galo de briga. O motivo? Não sei! Enfim, tirem fotos na maciota quando forem ao México, uma dica bem vida loka, mas é  o jeito.

Depois dessa foto, o dono da banca correu atrás de mim até pegar. RSRSR Brincadeira! Me olhou com um olho ruim, quase cai para trás. Ele que não sabe que está bombando no Blog da Dudi.

Os policias são comuns pelas ruas do centro histórico da Cidade do México, por sinal  são bem legais. Todas às vezes sanaram minhas dúvidas, orientaram. Um show!  Ah, me disseram que os policias mexicanos são praticamente figuras representativas. Um passarinho verde me contou que o ladrão vai para a esquerda e as polícias para  a direita. Decepção, hein?

Nas boates e nos bares os mexicanos são bem divertidos. Dançam loucamente, arrumam um “suadô” que nem o Batman explica. São prestativos, solícitos, adoram fazer amizade. Ganhei até elogios por lá. Detalhes em off!

Um detalhe que não posso esquecer-me de citar é a porqueira. Estava eu, sossegadamente, tomando uma casquinha do Mc Donald’s e vendo as pessoas passarem. Pelo menos três pessoas de cada trinta que passaram por mim, jogaram alguma coisa no chão. Isso mesmo, meus viajantes! Uma menina simplesmente tirou uma bolacha do saco e jogou na escadaria do metrô. Não entendi nada, pensei que estivesse em outro planeta. Senti muita falta das lixeiras, tinha que andar com lixo na mão pelo menos 2 km para achar um lugar para depositar os lixos. São porquinhos mas são meus amigos.

Vocês acham que tive coragem de comer essa carne? Respondeu sim? Acertou! Comi! Comigo não tem frescura. Já que estou na chuva, me molho todinho.

Tivemos a oportunidade de participar da maior festa de Réveillon da Cidade do México. Quando dá meia noite, nós brasileiros, gritamos, esgoelamos, abraçamos. E os mexicanos? Dão um abraço xoxo, capenga e manco. São muito sem graça nesse quesito. Só tinha eu pulando no meio da multidão quando deu meia noite. Empolguei demais, quando olhei para o lado, tava quase todo mundo (100 mil pessoas) da praça me olhando. Exagerado! Rsrs! A questão é… Por que na boate são tão divertidos e no Réveillon não?  Não sei! Se descobrir conto para vocês. Ah, acho que é por causa da cachaça. Não é permitido beber em local público, ou seja, ninguém tinha uma gota de álcool no sangue. Não estou falando que precisa beber pra ser animado, mas é a única explicação o porquê na boate são doidões pegadores, e na praça são tão comportados.

Vou deixar esse link para vocês verem como é o Réveillon na CDMX.

https://www.youtube.com/watch?v=eFJj0uadET0

Meus viajantes, tentei fazer um resumão de como são os mexicanos. Podem ter a certeza que esqueci de muitos outros detalhes e situações, mas vou contando pra vocês no decorrer dos próximos posts.

Ufaa! Cansei!

Espero que tenham gostado! Arriba!

Um abraço forte e “bão”!

Jr Matias viaja

 

 

 

 

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